Rose França quer combate ao racismo

Agência Trabalhista de Notícias 28/07/2006, 12:08


A vereadora Rose França (PTB/JF), da Câmara Municipal de Juiz de Fora, apresentou projeto de lei que cria, na rede municipal de ensino público, o grupo de Educação Anti-racista e Antidiscriminatória.

“O preconceito é um relativismo individual que resulta em conseqüências graves.

As pessoas por acharem que são melhores começam a desmerecer as outras”, disse a vereadora.

De acordo com o dispositivo, a matéria será oferecida de forma sistemática e permanente para o desenvolvimento nas escolas e currículos escolares como conteúdo e não como disciplina.

A idéia é criar mecanismos que se caracterizem como ações planejadas, sistemáticas e transformadoras, visando ao crescimento pessoal e à construção da cidadania, a partir de valores éticos, de compromisso com a coletividade e com o indivíduo, baseados em relacionamentos de respeito às diferenças em suas individualidades, solidariedade e igualdade de oportunidade e tratamento, independente de etnia, gênero e classe social a que pertence.

O trabalho será desenvolvido por meio de trabalhadores da educação, com formação específica para seu desempenho, interessados e comprometidos com uma educação interétnica, pluricultural, antietnocêntrica e anti-racista.

Para assumirem o projeto, os pedagogos poderão passar por cursos de capacitação, assim como assessoramento permanente para o desenvolvimento do trabalho, de modo a garantir uma unidade de ação, articulando-a a proposta político-pedagógica global em desenvolvimento na rede de ensino.

Para Rose França, o preconceito é um dos principais problemas sociais do Brasil e, com isso, as minorias acabam sofrendo diferentes maneiras de discriminação em todo o país.

“O preconceito não acontece apenas com negros, mas também com mulheres, nordestinos, homossexuais, entre outros.

Os direitos humanos são feridos por pessoas preconceituosas que não respeitam dois dos principais fundamentos da Constituição Brasileira, que seriam o princípio da dignidade humana, especificada no Artigo 1º inciso III e o da igualdade previsto no Art.

3º inciso IV e Art.

5º”, acrescentou.

A vereadora acredita que a discriminação, muitas vezes, é despertada desde a infância.

“É durante esta fase que se recebe os fundamentos da criação, a educação e a cultura, que são fatores determinantes do caráter e do comportamento social do indivíduo”, explicou Rose.

De acordo com ela, para que se evite que o crescimento da pessoa tenha influências preconceituosas e racistas, é importante a implantação do conteúdo Educação Anti-racista e Antidiscriminatória na rede municipal de ensino público, pois a aprendizagem não deve se basear apenas em matérias de cunho científico e específico, mas também no desenvolvimento de um cidadão mais justo e humano.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Câmara Municipal de Juiz de Fora/MG)