RS: Dziedricki quer união de parlamentos para combater a criminalidade

PTB Notícias 11/02/2016, 11:04


O deputado estadual Mauricio Dziedricki, vice-líder partidário do PTB no Parlamento Estadual do Rio Grande do Sul, pretende mobilizar as Assembleia Legislativas filiadas à UNALE de 14 estados para alterar a PEC 47, que dá autonomia para os poderes legislativos adotarem medidas relativas à criminalidade, sob o argumento de que os legislativos não possuem poder nenhum para tratar do assunto.

A declaração foi feita em Plenário quando Dziedricki fez uma avaliação da criminalidade ocorrida durante o carnaval, com casos chocantes no Estado.

Em especial, abordou a questão da menina de cinco anos que foi raptada, agredida e estuprada brutalmente em Capão da Canoa.

Disse o deputado que é papel do parlamento cuidar de temas relevantes como este e que atualmente o Legislativo nada pode fazer.

Destacou o brilhante trabalho desenvolvido pela Polícia Civil e pela Brigada Militar que prendeu o criminoso em menos de 24 horas e que, se ele não fosse protegido, certamente teria sido linchado por populares.

Afirmou que “a justiça do homem precisa ser revista pois este delinquente é um réu reincidente, que teve processo por estupro há alguns anos, quando foi preso mas a prisão não foi homologada pela Justiça de Capão da Canoa.

Todos os dias no RS e no Brasil criminosos são presos e muitos deles saem antes da lavratura da prisão em flagrante, segundo o parlamentar.

Casos assim se repetem: no Fórum do bairro Sarandi, recentemente, um criminoso, autor de muitos furtos e roubos de veículos, se apresentou ao Juiz de Direito tripulando um carro furtado quando ia prestar esclarecimentos, acompanhado de um comparsa.

A Brigada Militar constatou na hora que o carro era roubado, mas mesmo assim o criminoso foi solto potencializando ainda mais este tipo de crime.

“Lugar de bandido é na cadeia e não sei porque o Judiciário e a própria OAB, da qual faço parte, permitem um abismo na questão da criminalidade, mas nada dizem sobre a correção de um abismo que existe atualmente que é a da correção do Código Penal, da Lei de Execuções Penais e do Código de Processo Penal”, concluiu Dziedricki.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul Foto: Divulgação/Assessoria