Sabino afirma que quebra do contrato da água é farsa de Amazonino (PDT)

PTB Notícias 25/02/2012, 8:27


O deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB-AM) disse que o rompimento do contrato da Prefeitura de Manaus (AM) com a empresa Águas do Amazonas, que deve ser anunciado pelo prefeito Amazonino Mendes (PDT) esta semana, é uma “farsa”.

Segundo Sabino, a empresa que vai assumir a concessão de água na cidade de Manaus é a Águas do Brasil, ligada à empresa atual, e que até os membros da diretoria da nova concessionária serão os mesmos que atuam na Águas do Amazonas.

A Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) informou que o prefeito não comentaria as denúncias do deputado federal porque está viajando.

“O Amazonino está dizendo que vai resolver a falta de água em Manaus.

É mentira.

A única fórmula que ele descobriu foi de acabar com a água na torneira das pessoas.

É sempre ele.

Foi ele que acabou com a Cosama e que agora vai fazer essa farsa, trocando a Águas do Amazonas pela Águas do Brasil”, declarou o deputado.

Em duas ocasiões este ano, o prefeito declarou publicamente que iria encerrar o contrato com a Águas do Amazonas porque a empresa não vem cumprindo com suas obrigações de fornecer água e esgoto para toda a cidade.

Sabino disse que hoje se sente envergonhado de ser cobrado nos bairros de Manaus por uma promessa feita por Amazonino em 2008.

“Eu fiz campanha para eleger o Amazonino e ele prometia resolver o problema da falta de água em três meses.

Passaram-se três anos, ele não resolveu e agora vem querer dizer que é o salvador da pátria.

Por isso rompi com Amazonino.

Ele me enganou e enganou toda a população de Manaus”, afirmou o deputado, que é pré-candidato a prefeito nas eleições de outubro pelo PTB.

Para o deputado, a resolução do problema da falta de água passa pela união da empresa, da prefeitura e do governo.

“É preciso unir forças.

O Proama (Programa de Água para Manaus) está pronto.

O governador Omar (Aziz) quer ajudar a resolver, mas precisa da prefeitura e da empresa.

Não dá mais pra ficar como está”.

No último dia 16 o prefeito declarou que o contrato com a Águas do Amazonas estava praticamente rompido.

Ele declarou que havia outra empresa interessada na concessão de água em Manaus e que o investimento seria da ordem de R$ 3 bilhões.

Ele não deu informações a respeito da empresa e prometeu uma entrevista coletiva para tratar do assunto logo após o carnaval.

“Há mais de seis meses eu venho trabalhando nisso, em silêncio.

Eu tenho solução pra tudo.

Esta empresa (Águas do Amazonas) não vai ficar mais aqui.

Quero restaurar aquilo que fiz quando eu era governador e jogaram fora, tirando as obrigações de água e esgoto”, declarou Amazonino, no dia 16, durante uma visita às obras do viaduto do São José, na zona leste de Manaus.

Proama O Programa de Águas para Manaus (Proama) é uma obra feita na Ponta das Lajes ao custo de cerca de R$ 365 milhões, com verbas dos governos estadual e federal.

Inaugurado em 2011, conta com três bombas e um reservatório com capacidade para 10 mil metros cúbicos de água, o que serviria para abastecer boa parte das zonas norte e leste da cidade, as que mais sofrem com a falta de água nas torneiras.

Segundo dados da própria Águas do Amazonas, há 500 mil pessoas sem água encanada em suas residências.

Atualmente, a unidade de tratamento encontra-se parada devido ao imbróglio entre a prefeitura de Manaus e a empresa resultado da repactuação feita em 2007 e o não cumprimento das obrigações previstas no contrato.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal D24AM