Sabino Castelo Branco faz críticas ao trabalho escravo no Brasil

PTB Notícias 16/07/2007, 14:07


O deputado Sabino Castelo Branco, do PTB amazonense, divulgou no Plenário da Câmara, divulgou o último levantamento do Ministério do Trabalho em relação ao crescimento de 26,5% do número e da diversidade de empresas que exploram o trabalho escravo no Brasil.

“O trabalho análogo à escravidão são comuns em empresas agropecuárias, de carvoaria e clandestinas que exploram estrangeiros ilegais.

Dessa feita foram arroladas na prática desse crime empresas do setor moveleiro.

Um quadro vergonhoso que insiste em agredir a dignidade de nossos cidadãos e manchar a imagem do país”, afirmou Sabino Castelo Branco.

O deputado petebista acrescentou que alguns estados que até então se mantinham isentos, foram incluídos no ranking da exploração da mão de obra escrava, dentre os quais Santa Catarina e Amazonas.

“A prática criminosa de promover trabalho escravo insiste no Brasil, apesar do combate.

Dentre os meios adotados para inibi-la, o governo ainda divulga o nome do proprietário, das empresas, o endereço e o número de trabalhadores resgatados, além das penas cabíveis”, informou ele.

“Muitos proprietários acreditam na morosidade da justiça e da lucratividade fácil.

Além disso, milhares de trabalhadores, depois de explorados por algum tempo, são liberados gradativamente para driblar a fiscalização.

Esses casos não entram nas estatísticas”.

O parlamentar do PTB concluiu seu discurso afirmando ser imprescindível uma reação conjunta das forças políticas do Estado, dos fiscais do Ministério do Trabalho e das entidades civis organizadas: “Também cabe um apelo para que a justiça reconsidere a expedição de liminares para casos incontestes de exploração do trabalho escravo.

Estarei alerta e cobrarei das autoridades competentes resultados positivos.

O estado do Amazonas não é e nem será campo fértil para a exploração do trabalhador”.

Agência Trabalhista de Notícias