Santini apoia Dia D Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos

PTB Notícias 6/08/2015, 7:00


O presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Ronaldo Santini (PTB), participou, na terça-feira (4/8/2015), do Dia D Nacional em Defesa da Saúde Pública, em Brasília.

A mobilização, organizada pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), em frente ao Ministério da Saúde e ao Congresso Nacional, reuniu representantes de unidades representativas estaduais do segmento, entre elas, a Federação das Santas Casas do Rio Grande do Sul, presidida por Francisco Ferrer.

Deputados que lideram e integram frentes parlamentares dos estados também participaram, assim como representantes da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, coordenada pelo deputado Antonio Brito (PTB-BA), que ainda preside a Frente Parlamentar da Saúde.

O deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT) foi outro integrante do Parlamento gaúcho a estar presente, além de deputados federais e estaduais de todo o país.

O acesso da população aos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) está entre os propósitos da criação da frente presidida por Santini.

Ele lembrou dos avanços conquistados no RS, mas lamentou os prejuízos.

“Pautamos o governo passado quanto à destinação dos 12% do orçamento na saúde e a ampliação do repasse aos filantrópicos.

Priorizamos o custeio das instituições de saúde e aumentamos os repasses anualmente, através do Ihosp até chegarmos a R$ 350 milhões, aprovados na peça orçamentária para 2015.

Infelizmente o novo governo anunciou que não terá condições de cumprir com essa meta.

Portanto, viemos à capital federal em busca de apoio político e de alternativas que possam contornar esta grave situação que está causando danos irreparáveis à saúde dos nossos cidadãos que só têm ao SUS para recorrer”, disse.

Ronaldo Santini, vice-presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, ponderou que não basta apenas investimentos na aquisição de equipamentos e reformas.

“É preciso ajudar os hospitais na contratação de profissionais especializados para atender os pacientes e operar as máquinas.

Como este suporte financeiro, por parte do Estado e da União, não vem acontecendo de acordo com a demanda exigida, os administradores hospitalares fazem verdadeiros milagres para manterem as atividades.

Na maioria dos casos, as administrações municipais acabam pagando a maior parte da conta”, comentou.

O presidente da CMB, Edson Rogatti, destacou que a dívida global do setor hospitalar filantrópico já ultrapassa R$ 21 bilhões.

Ele sugeriu ao governo, por meio de ofício entregue na quarta (5) diretamente à presidente Dilma Rousseff, que se estabeleça uma política de saneamento financeiro das instituições, por meio do BNDES, com apoio da União quanto à equalização de juros.

Rogatti acrescentou que 50% dos pacientes que procuram os SUS são atendidos pelos filantrópicos.

Francisco Ferrer ressaltou que mobilizações dessa natureza reforçam ainda mais o movimento em favor da recuperação financeira dos hospitais.

Ele afirmou que o apelo às representações políticas e o esclarecimento a respeito da crise precisa ser feito para que a ampliação das políticas públicas voltadas ao SUS realmente aconteça e garanta à população o acesso a estes serviços.

Antecedendo o manifesto, o parlamentar gaúcho acompanhou os presidentes das federações e os representantes das Santas Casas visitaram gabinetes dos deputados e senadores, em busca de apoio.

Ao final do dia, na reunião da Frente Parlamentar Nacional, os representantes hospitalares lotaram o Auditório Nereu Ramos para discutir o tema.

Antonio Brito explicou que é necessário cerca de R$ 4 bilhões a mais no orçamento da saúde e defendeu a reabertura do Prosus – programa de fortalecimento das entidades privadas filantrópicas e das entidades sem fins lucrativos que atuam na área da saúde com o objetivo promover a recuperação de créditos tributários e não tributários devidos à União.

Ele entende que os hospitais continuam acumulando dívidas de impostos.

Com grande presença de deputados federais, destaque para a bancada gaúcha, a correção da Tabela SUS, urgentemente, foi discutida pelos debatedores.

O secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (Pros), participaram do encontro.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria do deputado Ronaldo Santini (PTB-RS) Foto: Divulgação/Assessoria