Santini está preocupado com colapso financeiro de hospitais filantrópicos

PTB Notícias 20/02/2015, 8:09


No plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (19/02), o deputado Ronaldo Santini (PTB-RS) e demais parlamentares do PTB manifestaram a preocupação da bancada trabalhista quanto à crise instaurada nos hospitais filantrópicos gaúchos, devido à falta de pagamento de recursos da contratualização com o Estado.

A paralisação do repasse de incentivos atrasados acontece em decorrência do decreto do governador José Ivo Sartori, que protela por seis meses os pagamentos de contratos do governo passado.

Santini, vice-presidente da Casa e presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área da Saúde, reforçou a manifestação do deputado Luís Augusto Lara, que também ocupou a tribuna informando ter solicitado uma audiência com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, para tratar da crise nos hospitais de sua região.

A demanda conta ainda com apoio do líder do PTB, Aloísio Classmann.

Santini ressaltou o esforço dedicado no ano passado para garantir orçamento estadual de R$ 300 milhões para 2015 ao setor filantrópico de saúde.

“Isso é resultado de intenso debate e grande sensibilidade com a causa, entre os parlamentares envolvidos com o tema e a equipe do governo, contando com participação direta do ex-governador Tarso Genro”, observou.

Ele frisou que essa conquista não pode retroceder, em razão de medidas de contensão de despesas.

“Se isso acontecer, as santas casas entrarão em colapso financeiro”, alertou.

O parlamentar lembrou que os dirigentes dessas instituições filantrópicas estão buscando empréstimos pessoais para cumprir os compromissos.

“São hospitais que operam atualmente com 35% de prejuízo em seus orçamentos e a falta do repasse vai acarretar em sérias consequências para os mais de 70% dos pacientes gaúchos que dependem exclusivamente do SUS”, reforçou.

Santini fez um apelo ao secretário estadual da Saúde, João Gabardo, para que olhe atentamente para esta situação.

“É preciso tratar a saúde como uma questão de Estado e não de governo”, finalizou.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do PTB-RSFoto: Stephanie Gomes/ALRS