Secretário Ricarte de Freitas defende privatização da Sanecap de Cuiabá

PTB Notícias 6/08/2011, 7:43


O ex-deputado federal Ricarte de Freitas (PTB), atual secretário Extraordinário de Assuntos Institucionais de Cuiabá (MT) defende a privatização da Sanecap – Empresa de Saneamento da Capital -, como a única forma de se resolver o problema de água em Cuiabá, onde bairros como o Parque Cuiabá, na região sul da cidade, chega as torneiras dia sim, dia não e como a única maneira de se livrar das dívidas da empresa.

Freitas, que representa Cuiabá em Brasília, vem trabalhando nos bastidores dos ministérios para garantir a privatização da autarquia e ainda conseguir recursos para e a viabilização das obras do PAC para Cuiabá.

Ao defender a privatização, Ricarte de Freitas procurou esclarecer que o Governo Federal não suspendeu os repasses para o PAC 1 devido a intenção da prefeitura de Cuiabá em vender a Sanecap para a iniciativa privada.

“Hhouve um processo de andamento da transferência do PAC 1 e PAC 2 a Cuiabá.

O PAC 1 começou em 2007, teve a Operação Pacenas e foram executados apenas 7 por cento.

O PAC 2 é eu conseguimos junto ao Ministério das Cidades o prazo até 30 de agosto para que a Prefeitura assine junto ao Estado a transferência dele.

A preocupação do Prefeito Chico Galindo era de que não fosse suspensa aquela notificação efetuada pela CEF para que pudesse concluir as negociações do PAC”, disse esclarecendo que dos oito lotes que foram suspensos judicialmente, cinco já houve acordos assinados com as empreiteiras que desistiram do contrato.

Falta o acerto com outras três empresas e segundo ele, o Chico Galindo espera que se resolva ainda até esta semana.

“O Juiz poderá dar por encerrado o processo.

Volta ao ministério para que entrem os dois PACs nas negociações.

Ai sim teremos até 30 de agosto, para definir o que se fará com o saneamento básico de Cuiabá, se vamos tocar, fazer PPP, ou concessão privatizada, aprovada na lei.

O que precisa é colocar com clareza a população em que sendo concessionada água e esgoto, as empresas que participarem do edital, saberão entre outras coisas, primeiro que quem ganhar a concessão será obrigada a investir R$ 600 milhões”, completouFreitas assegura que a privatização é o único caminho para a Prefeitura de Cuiabá passar a ter recursos em caixa e garantir um sistema de abastecimento melhor para a população e assegura que a cidade não vai sair perdendo, nem a população.

“Cuiabá não vai perder dinheiro.

As empresas saberão de imediato que o PAC não é para a iniciativa privada.

E nem por isso deixarão de entrar, sabendo que a responsabilidade do pagamento é por conta delas.

Que terão de pagar pelo que vai se comprometer, pelo que vai se comprometer pelo contrato que vai assinar.

O dinheiro será transformado em saneamento, que não é presente do governo para os municípios, é necessidade de se levar saúde, de melhorar qualidade de vida e dos rios.

A água do rio Cuiabá já está no nível 2, significa mais ainda que nós precisamos urgentemente dar solução.

O ex-deputado diz ainda que a privatização não significa perda de emprego, em que pese a Sanecap ter anunciado na quinta-feira a demissão de nove funcionários por envolvimento com o movimento paredista dos servidores contrários à privatização.

“Não existe isso de demissões.

Se a concessão vier serão criados mais 1.

500 empregos.

Portanto, o risco de fazer demissões, como pede o Ministério Público não vai acontecer”, assegura.

“Qualquer empresa que vier a Cuiabá será obrigada a fazer em três anos o que não foi feito em 40 anos.

Isso vai significar uma mudança radical na vida da população cuiabana.

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Vamos lembrar o que foi a venda do Bemat, da Cemat, a discussão que isso transformou e hoje o que é a Cemat em Mato Grosso.

Nós esquecemos mais o que é apagar a luz.

Então não tenho dúvidas, minha convicção é que dia 30 se depender de meu voto, Chico Galindo lançaria o edital de concessão.

Freitas, ao defender a decisão do prefeito em privatizar a Sanecap diz que a empresa perde 62 litros de água a cada 100 litros distribuídos à população.

Segundo ele a inadimplência anual é de R$ 7 milhões pela falta de pagamento.

“Se perde 62 litros em cada 100 litros de água.

Quem vier a fazer, primeiro terá garantia que será mantida a tarifa social.

Tem 35 bairros da cidade que não se pode cortar água.

Isso precisa ser revisto.

Tem apenas parte da cidade, 70% que tem água 24 horas por dia, outra dia sim, dia não.

Esta pena de 40 anos, é claro que será mudada, que tarifa terá de ser rediscutida, desde que não seja algo abusivo, estará segurando no edital.

É claro que quem entrar vai ter de ganhar dinheiro, mas em contrapartida terá de salvar o rio Cuiabá.

De atender a população é não deixar as pessoas dizendo que em uma semana não recebe água.

Se transformar em financiamento, deixa de ser um problema, não é Cuiabá que perde.

Quando tempo isso levará para ser benefício”.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal 24 Horas News