Segundo jornal Folha de São Paulo, por Tuma, PP assedia PTB em São Paulo

PTB Notícias 26/04/2010, 11:51


A falta de espaço na aliança tucana em São Paulo pode empurrar o PTB rumo a uma aproximação com o PP no Estado.

O partido, aliado histórico dos tucanos, é cobiçado por pepistas para uma chapa estadual que agregaria as candidaturas de Celso Russomano (PP-SP) ao governo e de Romeu Tuma (PTB-SP) ao Senado.

Na última semana, o presidente estadual do PTB, deputado estadual Campos Machado, anunciou a decisão de manter a candidatura de Tuma à reeleição.

O PTB esperava uma das vagas ao Senado na aliança tucana, mas foi preterido pelo PMDB, de Orestes Quércia.

Apesar da promessa de fidelidade a Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato ao governo, de quem é amigo, Machado não esconde o descontentamento com o PSDB.

Chega a chamar algumas lideranças de “prepotentes” e “arrogantes”.

“Ao contrário de alguns dirigentes tucanos, nós damos valor à palavra lealdade”, diz ele, relembrando que, em 2008, apoiou Alckmin à Prefeitura de São Paulo, enquanto o PMDB e parte dos tucanos ficaram com o DEM.

O descontentamento do líder petebista é visto como uma oportunidade para o PP ampliar suas chances de aliança no Estado.

O partido definiu a candidatura de Russomano, deputado federal, ao governo.

Paulo Maluf (PP-SP), maior liderança no Estado, concorre à reeleição na Câmara.

Para o partido, um nome forte ao Senado, como o de Tuma, traria força à chapa.

Uma liderança pepista confirma o interesse no PTB, argumentando que Romeu Tuma tem um eleitorado semelhante ao de Maluf no Estado.

Pesquisa Datafolha feita no final de março sobre a corrida ao Senado em São Paulo mostra Tuma em segundo lugar, com 25% das intenções de voto, à frente de Quércia (PMDB), com 22%.

Bem mais atrás, com 6% das intenções, vem Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Segundo Machado, o partido não tem interesse na vaga de vice de Geraldo Alckmin e está determinado a levar adiante a “irreversível” candidatura de Tuma.

A decisão, ratificada pela Executiva estadual e pelo presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson, quebra uma aliança de 14 anos entre PTB e PSDB em São Paulo.

Até o momento, a definição do partido é sair em uma chapa solo no Estado, sem candidato ao governo.

Uma parceria com o PP no primeiro turno, entretanto, ampliaria o tempo de TV de ambos os candidatos.

Além da crise com o PTB, os tucanos precisam administrar problemas internos.

O deputado federal José Aníbal (SP) está determinado a levar para as prévias do partido a definição de quem será o candidato ao senado pelo PSDB -ele ou Nunes Ferreira.

Mesmo com poucas chances de interferir nas negociações, o PT sonha em ver PP e PTB juntos em São Paulo.

A aliança tornaria quase certo um segundo turno na disputa ao governo do Estado e atrapalharia a coligação oficial entre PTB e PSDB em nível nacional.

Fonte: PTB/SP