Sem recursos, não tem como superar a crise, diz Brito sobre Santas Casas

PTB Notícias 15/07/2015, 8:17


Presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, o deputado Antônio Brito (PTB-BA) defendeu, na terça-feira (14/7/2015), que, sem recursos, não há como contornar a crise vivida pelo setor.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar defendeu que os governos têm apoiado a causa, mas isso não é o suficiente.

“O que é necessário é ter mais recursos para a saúde.

Boa vontade é fundamental, mas recurso também é fundamental.

Sem isso, não tem como superar essa crise”, avaliou.

Segundo Brito, há três ações previstas para tentar reverter as dívidas bilionárias das Santas Casas da Bahia.

Primeiro, seria necessário buscar o reajuste do pagamento de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), feito por todo setor nacional; a segunda seria refinanciar as dívidas do setor com os bancos; e a terceira reabrir o prazo do Prosus – programa que anistia as dívidas de impostos das entidades filantrópicas.

“Muitas não conseguiram entrar porque o programa foi aberto no meio do ano passado, no período da Copa do Mundo.

É preciso que o programa dê mais 90 dias para que as empresas possam se inscrever”, defendeu.

O trabalhista comemorou, ainda, a iniciativa do secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, de tentar viabilizar um empréstimo na Caixa Econômica Federal de R$ 200 milhões, para socorrer as Santas Casas.

Brito admitiu, contudo, que, caso não haja melhoria na situação atual, as entidades vão continuar a sofrer a crise nos próximos anos.

“Tem que colocar o reajuste do SUS anualmente, senão não tem condições.

O governo não dá reajuste desde 2013.

Enquanto isso aumenta água, luz, folha de pagamento.

.

.

Não tem como fazer nem com as melhorias de gestão que estão sendo implementadas”, afirmou.

Para o deputado, neste primeiro momento, a necessidade mais importante é suprir a demanda.

“Como as Santas Casas não vão fechar as portas, vão continuar na crise.

Então é importante que elas façam seu dever de casa.

É uma via de mão dupla: sem recurso não funciona, mas sem aperfeiçoamento de gestão também não”, disse.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal Bahia NotíciasFoto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados