Seminário proposto por Cintra debate desenvolvimento do agreste de PE

PTB Notícias 10/11/2014, 7:58


A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado realizou na sexta-feira (7/11/2014), em Caruaru (PE), um seminário com o tema “O arranjo produtivo local de confecção e o turismo como vetores do desenvolvimento da região agreste”.

O evento contou com o apoio da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic).

O senador Douglas Cintra (PTB-PE), que apresentou o requerimento para o debate, disse que o encontro é importante por discutir medidas para dar ao polo de confecções do agreste pernambucano maior poder de competição e, dessa forma, interiorizar o desenvolvimento.

Conforme o senador, o polo de confecções, que responde por 15% a 20% da produção nacional de jeans, é uma das maiores forças econômicas da região.

Cintra disse que o polo precisa superar entraves na área tributária, na qualificação profissional e nas práticas ambientais para que seja distribuído o crescimento econômico do Estado, concentrado hoje na Região Metropolitana do Recife.

Para o senador, os seminários permitem uma excelente oportunidade para “discutir ações que fortaleçam os arranjos produtivos locais (APLs)”.

Os chamados APLs constituem uma concentração em território específico de empresas de um determinado setor que cooperam entre si.

Em Pernambuco, além de confecções, no agreste, há os APLs de gesso, no sertão do Araripe, e de fruticultura e vitivinicultura, no sertão do São Francisco.

“O seminário deve ter como desdobramento a busca do entendimento com os governos federal, estadual e municipal para resolver os problemas que emperram a produção e comercialização das confecções”, disse Douglas Cintra.

Questão ambientalO diretor-técnico do Sebrae de Pernambuco, Afonso Aloísio de Sá Ferraz, ressaltou que 70% da produção de confecção do agreste são vendidas na região Nordeste.

Para Ferraz, a informalidade, a falta de trabalhadores qualificados e a questão ambiental podem ser apontadas como pontos fracos das empresas da região.

O baixo custo da mão de obra, o preço final acessível e a capacidade de adaptação, por outro lado, são os pontos fortes.

A questão ambiental, por conta dos resíduos das empresas, também esteve em debate no seminário.

Para Gilka Miranda, promotora do Ministério Público de Pernambuco, é possível compatibilizar o respeito à legislação ambiental com o desenvolvimento da região.

Ela observou que as lavanderias causam forte impacto no meio ambiente e informou que cerca de 200 empresas enfrentam ações do Ministério Público.

Segundo a promotora, mais da metade dessas empresas foram fechadas e, hoje, apenas 77 estão autorizadas a funcionar, com tratamento residual que se aproxima dos 100% de eficiência.

Também participaram do seminário o prefeito de Caruaru, José Queiroz, o coordenador geral de Programas Sub-regionais do Ministério da Integração Nacional, Marcos Sant”Ana, e o diretor-adjunto da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), João Bezerra Filho.

Representantes da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), da Fecomércio e da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru também compareceram ao evento.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da Agência Senado Foto: Reprodução/Acic