Senador Armando Monteiro fala em entrevista sobre modernização e PAC

PTB Notícias 13/01/2011, 14:37


Na entrevista abaixo concedida no dia 10/01/2011, o senador eleito Armando Monteiro (PTB-PE) defende a modernização do modelo de gestão do Governo Federal e o investimento em competividade, fala sobre a importância que a qualificação profissional terá no governo Eduardo Campos, reforça seu compromisso com a interiorização do desenvolvimento e aponta os desafios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Veja os tópicos da entrevista:Secretaria para qualificação profissional e escolas técnicas no Governo Eduardo”É emblemático.

O governador está dando um testemunho eloqüente de que está dando centralidade a essa questão na agenda do seu programa de governo.

Pernambuco vive um momento em que talvez a ação estruturante mais importante é aquela que possa estar voltada para a qualificação e capacitação das pessoas.

Isso é mais importante ainda do que a própria infraestrutura física, pois se não houver condições de qualificar e capacitar as pessoas, não se vai a lugar nenhum.

Fazer um governo que tenha como compromisso a inclusão social passa por uma visão da questão da educação, da qualificação e da educação para o trabalho.

Então, essas iniciativas são emblemáticas e devem ser saldadas como muito importantes.

O fato de criar uma nova secretaria, uma nova plataforma, para olhar trabalho, qualificação e empreendedorismo juntos, eu acho que isso é uma síntese importante de uma visão integrada do governo.

Olhar as necessidades do mercado de trabalho para orientar os programas de qualificação e ao mesmo tempo cuidar do empreendedorismo, da geração de renda.

Eu sempre tive minha atuação voltada para essas áreas, tanto como parlamentar quanto como presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Estarei totalmente engajado não apenas para cobrar do Governo Federal que ele coloque mais recursos nos programas de qualificação, como também para colaborar com esse programa de inauguração de 47 novas escolas técnicas em Pernambuco.

Então eu quero estar associado a esse esforço com meu trabalho, destinando recursos através de emendas ao orçamento da União para viabilizar esse programa”.

Interiorização do desenvolvimento”Eu sempre tive a compreensão de que o desenvolvimento tem uma dimensão territorial e espacial.

O desenvolvimento não pode abstrair o território.

Você tem que ter um olhar sobre isso.

Por isso é que é importante que o desenvolvimento de Pernambuco seja integrado.

Não adianta você ter Suape, que é algo muito importante, se isso não se articular com a base econômica do interior de Pernambuco.

Não apenas de poder articular isso com atividades já existentes, mas também no sentido de poder criar novas alternativas econômicas para o interior.

Essa visão nós sempre tivemos e considero que ela é fundamental, é o imperativo de um desenvolvimento equilibrado em Pernambuco.

E o interior de Pernambuco tem, de alguma forma, conseguido se inserir nesse processo, mas é preciso fortalecer isso, buscar recursos federais para poder potencializar essas oportunidades e atuar para que esses esforços sejam bem articulados, considerando a ação do governo estadual, a do governo federal e a participação da classe política de uma maneira geral”Armando comenta diálogo entre Dilma e Jorge Gerdau, do Movimento Brasil Competitivo (MBC), para modernizar gestão federal”Já seria necessário que essa experiência, que foi tão exitosa em Pernambuco, nos municípios, pudesse chegar ao Governo Federal.

Sabemos que o Governo Federal administra o maior orçamento, os grandes gastos em áreas importantes, como saúde e educação, são provenientes do Orçamento da União.

Portanto, a possibilidade de melhorar a qualidade do gasto público no Brasil necessariamente tem que considerar essa esfera.

Então, nada mais urgente e necessário do que levar para o Governo Federal esses modelos de gestão que propiciam uma melhoria na qualidade do gasto, ou seja, você cortar o gasto ruim para poder ampliar o gasto de boa qualidade, os investimentos.

Eu acho a iniciativa muito importante para a presidente Dilma, ter um núcleo cuidando de gestão e competitividade.

Gestão para modernizar e aprimorar, mas também um núcleo que possa diretamente colocar as suas preocupações com a questão da competitividade.

O Brasil vive momentos difíceis com esse acirramento da competição e precisa avançar nessa agenda.

Reduzir burocracias, racionalizar processos, investir na infraestrutura, promover desonerações, melhorar o ambiente na área tributária, isso tudo exige um diálogo permanente e estreito com o Governo Federal”.

O desafio do PAC”O PAC é uma idéia interessante em si mesma, ou seja, você ter uma visão de como coordenar as ações no sentido de priorizar projetos.

Agora, o grande desafio do PAC é ampliar os investimentos.

O PAC na realidade se realiza hoje mais com investimentos de empresas estatais do que propriamente com investimentos diretos do Governo Federal.

Esses investimentos diretos são relativamente pequenos, e há demandas imensas em áreas críticas, como saneamento e habitação.

Então o desafio é ampliar os investimentos.

Gastar melhor, mas também dispor de mais recursos para esses investimentos.

Isso vai exigir que o Governo possa atuar mais reduzindo os gastos de custeio e ampliando os gastos de investimentos, para que o PAC ande mais depressa.

Então esse é um grande desafio”.

Agência Trabalhista de Notícias (PB), com informações do blog do Senador Armando Monteiro