Senador Collor defende reforma política que considere aspirações do povo

PTB Notícias 3/03/2015, 7:42


“Se é para fazer a reforma política, que a façamos de forma abrangente, em vez de mudar apenas pequenos pontos do sistema eleitoral e partidário.

” Essa é a opinião do senador Fernando Collor (PTB-AL), para quem as propostas de mudanças no sistema político-eleitoral e partidário devem ter por base as demandas e aspirações dos brasileiros.

O brasileiro, afirmou o senador, quer uma renovação dos quadros políticos; compromisso dos políticos e partidos com o eleitor e as promessas de campanha e mais poder para fiscalizar os governos e a atuação dos eleitos.

O povo também quer mais participação nas decisões políticas; sistema eleitoral com regras mais simples e claras; e o “voto destituinte”, para cessar um mandato parlamentar antes do seu término.

Após ressaltar ser dever do Congresso Nacional apresentar soluções e alternativas em consonância com as demandas populares, Fernando Collor citou diversos pontos que considera essenciais à reforma política.

Entre eles, voto facultativo e candidatura avulsa para governantes; mandato de seis anos para todos os cargos eletivos; fim da reeleição para governantes, e única reeleição para o mesmo cargo de mandato parlamentar; eleições a cada três anos; redução do número total de deputados para 307, com o mínimo de três por Estado e redução de três para dois senadores por Estado.

Collor reconheceu que nem sempre é possível atender na íntegra todos os anseios da sociedade.

Por isso, alertou que o Parlamento precisa eleger prioridades, aprovando o que for mais substancial, aplicável e representativo dos anseios populares.

Ele também advertiu que a reforma política precisa ser implantada gradualmente.

“Até porque com as novas regras que pretendemos votar haverá a necessidade de uma adaptação.

Por fim, sem a efetiva participação e concordância da sociedade dificilmente conseguiremos levar a termo uma profunda reforma política.

É para ele, o eleitor, que devemos direcionar o novo processo político, ainda que eventualmente consideremos que algumas soluções e alternativas não sejam as ideais para nossas perspectivas ou pretensões políticas”, disse.

Collor também defendeu mudanças nas campanhas eleitorais e uma reforma geopolítica, que poderia aumentar para 34 o número de estados, com a divisão do Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso e a criação do estado do Planalto, que seria formado com parte de parte do atual Distrito Federal e cidades mineiras e goianas que formam o chamado Entorno.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da Agência SenadoFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado