Senador Mozarildo Cavalcanti denuncia desvio de R$ 500 milhões na Funasa

PTB Notícias 23/05/2011, 16:21


O senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima, em discurso no Plenário nesta segunda-feira (23/05/2011), denunciou o que classificou como “desmandos” da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no atendimento às populações indígenas.

O parlamentar petebista disse que, de acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), R$ 500 milhões foram desviados da Funasa nos últimos cinco anos.

Somente em Roraima, a Funasa já foi alvo de duas operações da Polícia Federal (PF).

“Mas, na verdade, os vícios e as mazelas continuam”, afirmou.

“E agora na sexta-feira, os índios Yanomami fizeram um levante em frente à sede da Funasa pela não efetivação no cargo da atual coordenadora Claudete Schwertz, na direção do Distrito Sanitário Yanomami, porque acreditam haver uma jogada política nessa história.

Segundo eles, estão querendo indicar Andréia Maia Oliveira, que não é bem aceita pelas comunidades indígenas”, sustentou o petebista.

Mozarildo leu carta do movimento indígena que acusa o atual presidente da Funasa no Estado, Marcelo Lima Lopes, de ameaçar a saúde do povo Yanomami e dos Ye’kuana.

O senador roraimense lembrou que Marcelo Lima Lopes já foi preso em uma das operações da PF, mas continua no comando da Funasa.

Ele assinalou que todos os distritos do país já tiveram suas coordenações confirmadas, menos Roraima.

O senador frisou que, sendo médico, fica revoltado ao se deparar com um esquema montado para roubar na área da saúde.

Para Mozarildo, trata-se de crime hediondo, pois se está roubando a saúde e até a vida das pessoas, e, neste caso, dos índios que, apesar de serem os mais carentes de um atendimento sério, são vítimas desse esquema.

“Fazem licitação de vôos, por exemplo, da capital Boa Vista para a região Yanomami, Surucucu e outras áreas, e esses vôos não são realizados.

O pagamento é feito e há um racha entre as empresas e os dirigentes dos órgãos.

Isso foi comprovado pela Polícia Federal.

A mesma coisa na compra de medicamentos, que pelo visto é uma grande quadrilha nacional que se especializou em vender remédio super faturado, com prazo de validade curta e compra com dispensa de licitação”, afirmou Mozarildo Cavalcanti.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência Senado