Sérgio Moraes propõe fundo para apoiar a fumicultura

PTB Notícias 22/03/2007, 12:18


Em projeto de lei protocolado na Câmara, o deputado federal Sérgio Moraes (PTB/RS) está propondo a criação do Fundo Nacional da Fumicultura (FNF).

O objetivo é angariar recursos para pesquisas, saúde e complementação da renda de agricultores e trabalhadores da área do tabaco.

Ele explicou que a proposta vem sendo estudada há meses e que o senador Sérgio Zambiasi (PTB/RS) protocolou o mesmo texto no Senado.

A idéia, conforme o deputado, é instituir um imposto de 15% sobre o preço do cigarro.

O dinheiro constituiria o FNF.

“Acredito que, em um ano, ele pode arrecadar R$ 1,5 bilhão.

“Segundo Moraes, com os recursos seria possível, após cada safra, conceder um extra de R$ 2.

219,00, em média, para as famílias que plantaram tabaco.

Além disso, cada trabalhador da indústria fumageira receberia, por mês, uma gratificação de R$ 187,00.

Os safreiros, no seu entender, seriam os mais beneficiados.

Hoje eles trabalham três ou quatro meses e, depois, ficam sem receber nada.

Com o fundo, teriam um ganho durante todo o ano.

O FNF também destinaria R$ 600 milhões por ano para pesquisas e tratamento do câncer de pulmão.

“Defendo o fumo, mas concordo que o cigarro faz mal.

Então a pessoa que é fumante vai compor essa reserva para a saúde”, salientou.

Outros R$ 225 milhões financiariam a diversificação de lavouras e R$ 112 milhões garantiriam estudos para apurar quais as culturas mais adequadas e que poderiam dar bons resultados nas pequenas propriedades.

Moraes está solicitando que os sindicatos estudem o projeto e apóiem a medida.

O mesmo pedido faz aos prefeitos.

“Podemos imaginar o volume de dinheiro que poderá ser injetado nos municípios se a proposta for aprovada.

” O imposto, na sua avaliação, é pequeno.

“Quem paga R$ 2,00 por uma carteira de cigarros vai desembolsar R$ 0,30 a mais”, afirma.

O projeto está tramitando nas comissões técnicas do Congresso e não tem prazo para ser votado.

Com o apoio dos interessados, ele entende que o processo poderá ser acelerado.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Gazeta do Sul)