Sob nova direção: advogada Elisângela Martins assume PTB Mulher do DF

Agência Trabalhista de Notícias 12/11/2015, 13:04


A convite da presidente nacional do PTB, deputada Cristiane Brasil (RJ), e do presidente do PTB do Distrito Federal, ex-senador Gim Argello, a advogada Elisângela de Sousa Martins assumiu recentemente a presidência do PTB Mulher do DF.

Filha de cearenses e natural de Brasília, Elisângela é graduada em direito e pós-graduada em Direito Eleitoral, sua área de atuação profissional.

Já coordenou campanhas por três vezes, todas na capital federal, e exerceu o cargo de chefe de gabinete parlamentar na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Em entrevista à Agência Trabalhista de Notícias, Elisângela Martins fala sobre os objetivos da nova direção do PTB Mulher do DF e os trabalhos que serão desenvolvidos para o fortalecimento do movimento.

Elisângela também destaca a importância da participação feminina na política, e afirma que irá batalhar pela valorização das mulheres e pelo espaço delas.

(/_tinyimg/ElisangelaMartins-PTBMulher-DF-3.

jpg” target=”_blank) Agência Trabalhista de Notícias – Apesar de ter assumido recentemente o PTB Mulher do Distrito Federal, você poderia falar quais são as metas do seu mandato?Elisângela Martins – Quero valorizar a família.

E como valorizá-la? Por meio da mulher, proporcionando a ela oportunidades – tanto profissional, como de saúde, como pessoal – para chegar ao bem-estar familiar.

Isso está faltando muito hoje – assistência à saúde, psicológica, profissional.

Está deixando muito a desejar.

Então quero fazer trabalhos nas comunidades, a princípio nas mais carentes.

Pretendo desenvolver esses projetos por meio da igreja, onde já tenho um trabalho social, e implementar o Dia da Mulher na saúde, de prevenção ao câncer, que passei por isso neste ano.

Fazer o Dia da Beleza, conseguir dar assistência psicológica, fazer parcerias com o Sebrae, com o Sesc, para proporcioná-las cursos profissionalizantes.

Quero desempenhar um trabalho social, a fim de ajudar o bem-estar familiar.

Nós sabemos que hoje a mulher é o alicerce da família, e eu sinto que ainda existe muita discriminação, muita falta de oportunidades, enfim, quero tentar dar esse apoio às mulheres.

Agência – Como será o trabalho de fortalecimento para que o PTB Mulher seja instituído em todo o DF?Elisângela – A ideia é chegar nas comunidades.

Hoje eu tenho muita abertura nas igrejas, então penso em começar a montar ali.

É um trabalho do dia a dia, um trabalho que possa ter essa ligação do PTB Mulher com a comunidade.

E podemos fazer isso através do Dia da Saúde, de assistência psicológica, jurídica, que as pessoas têm dificuldade para ter acesso.

A ideia também é fazer parcerias com profissionais liberais que estejam dispostos a participar do “dia”.

E a partir desse trabalho, vou tentar agregar as mulheres ao partido.

Quero fazer um trabalho concreto, de esforço mesmo, para que as mulheres venham satisfeitas para o PTB, e que abracem nossas bandeiras e ajudem com que o PTB Mulher e o partido se fortaleçam a cada dia.

Portanto, por meio do trabalho social, principalmente, vamos batalhar para fazer com que, além de dar auxílio a essas mulheres para que, consequentemente, as famílias delas sejam fortalecidas, essas mulheres venham para o PTB de forma voluntária.

Agência – Essas campanhas que serão promovidas e as parcerias, como fazer para que isso seja expandido e se tornem bandeiras do movimento?Elisângela – Vamos iniciar pelas RAs (regiões administrativas), e atingindo RA por RA, faremos com que esse trabalho do PTB Mulher ganhe imagem própria e, naturalmente, com que o movimento seja ampliado em todo o DF.

(/_tinyimg/ElisangelaMartins-PTBMulher-DF-2.

jpg” target=”_blank) Agência – Os brasileiros estão descrentes com a política, que hoje passa por uma grave crise.

Como as mulheres podem contribuir para mudar esse quadro?Elisângela – Primeiro o que precisa ser feito é valorizar o papel da mulher na sociedade.

A mulher brasileira trabalha fora, é dona de casa, cuida dos filhos, da casa, tem que ser mãe, esposa, etc.

Eu acho que está faltando para chamar a atenção da mulher para a política é dar assistência a ela, para que possa conseguir dar assistência à família dela.

Os políticos têm que demonstrar a importância da mulher.

Então a gente conseguindo fazer esse trabalho social nas comunidades, com o apoio do partido, vai despertar o interesse da mulher, porque ela estará sendo valorizada, estará tendo oportunidades.

Agência – Qual a importância da participação feminina na política?Elisângela – É fundamental.

A presidente Cristiane Brasil é um exemplo para todas nós, de como fazer política, de batalhar pelos direitos da mulher e de destacar a nossa importância para a sociedade.

A política brasileira é masculina, a presença dos homens ainda é muito maior que das mulheres.

E a mulher oxigena as ideias, tem força ativa, às vezes tem mais ideias, mais projetos.

Mas a mulher no Brasil, ainda hoje, é colocada em terceiro, quarto plano.

A mulher não é incentivada a participar das atividades partidárias e da política porque não é valorizada.

Não tem igualdade salarial, as oportunidades de empregos são muito mais difíceis para as mulheres do que para os homens.

Agência – Falta espaço então?Elisângela – Falta espaço e falta a gente demonstrar a mulher o quanto ela importante para mudar a nossa política hoje.

Nós temos que fazer com que as mulheres tenham acesso à educação, à saúde e a oportunidades de emprego.

Faltam, portanto, ações sociais contínuas dentro do meio de convívio delas.

Não é fácil, é um desafio, mas estou disposta a trabalhar por isso.

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jpg” target=”_blank) Agência – Pelo fato de o Brasil ser presidido por uma mulher, você acha que essa valorização e esse espaço deveriam ser maiores?Elisângela – Sim.

E não basta apenas aprovar leis, é preciso que a lei, além de sair do papel, ela seja de fato cumprida e que tenha um acompanhamento, e que essas políticas públicas sejam divulgadas, para que as pessoas saibam que ela tem aquele direito.

A Lei Maria da Penha é um exemplo de política pública que deu certo, e é uma lei-modelo.

Agência – Apesar de faltar muito tempo para as eleições, você, que é advogada e tem experiência na área eleitoral, vai realizar algum trabalho para que as mulheres do PTB Mulher do DF saiam candidatas? Você já teve ou tem vontade de disputar eleições?Elisângela – No momento não tenho vontade.

Mas vou batalhar pelas mulheres do DF.

É cedo para dizer isso, e até porque, ao contrário de todo o país, o DF não tem eleições municipais.

Mas com certeza teremos novamente candidatas.

Nós já temos lideranças que estão na nominata do partido, mas vamos trabalhar pelo apoio, porque isso, na política, é muito difícil.

Mas, além disso, é preciso que a pessoa se destaque na sociedade, que faça um trabalho legal, sobretudo, no social.

A família e a sociedade vêm em primeiro lugar.

Agência – O PTB Mulher foi o primeiro movimento feminino partidário fundado no Brasil.

Completa, em dezembro agora, 18 anos.

Você assumiu recentemente o segmento na capital do país.

Qual é o seu sentimento?Elisângela – É um desafio pessoal, que vejo como crescimento também, tanto profissional tanto como mulher.

Estou disposta a fazer o diferencial, com o apoio da presidente Cristiane Brasil e do presidente Gim Argello [do DF], e mudar a imagem do PTB Mulher do DF.

Vou trabalhar para mostrar resultado, para fazer com que o PTB e o PTB Mulher sejam vistos e destacados.

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jpg” target=”_blank) Agência – O PTB foi o primeiro partido a ser presidido, em nível nacional, por uma mulher, com Ivete Vargas.

Trinta anos depois, voltou novamente a ser dirigido por uma mulher, hoje com Cristiane Brasil.

O que você acha de um partido ser presidido por uma mulher?Elisângela – O PTB é um partido que tem história.

É um partido que teve e tem em seus quadros grandes lideranças, e que continua sendo pioneiro na renovação da política do nosso país.

Ao ser presidido por uma mulher, o PTB se destaca e dá exemplo às outras agremiações, está dando a oportunidade para que as mulheres mostrem o seu valor e a sua capacidade, que a gente mostre que é tão ou mais capaz quanto os homens.

Agência Trabalhista de Notícias, por ELM e Felipe MenezesFotos: Felipe Menezes