Tavinho Santos discute novo Código Florestal Brasileiro em João Pessoa

PTB Notícias 11/10/2011, 8:03


O vereador Tavinho Santos (PTB), presidente em exercício da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), realizou, na tarde dessa segunda-feira (10), uma audiência pública dentro da reunião da Comissão para discutir as propostas de mudanças do ‘Novo Código Florestal Brasileiro’.

“Vivemos em país abençoado por Deus, mas precisamos trabalhar para preservar as nossas reservas naturais.

Precisamos discutir os pontos polêmicos desse projeto que tramita no Congresso Nacional para que tenhamos conhecimento do que se pretende com essa matéria.

Precisamos ter consciência para preservar os nossos pulmões do mundo, que são nossas florestas”, defendeu Tavinho.

Compuseram a mesa, além do propositor das discussões, o professor de Biologia Márcio Bernardino da Silva; a representante da Secretaria do Meio Ambiente e do Comitê Viva Floresta, Viviane Maitê; a representante do Centro Acadêmico de Biologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Lígia Vieira; e a aluna de Gestão Ambiental, Maria do Livramento.

Viviane Maitê lembrou que a população precisa conhecer as interferências em seu cotidiano, assim como perceber e entender as mudanças do Novo Código na cidade para fomentar novas posturas em prol das melhorias para o meio ambiente.

Maria do Livramento comentou que, com a aprovação do projeto, se perderá grande parte da matas ciliares que fazem parte do pulmão da humanidade fornecendo o oxigênio indispensável à vida na Terra.

O professor Márcio explanou sobre a história do Código Florestal, que foi criado em 1965, e tem como objetivo regulamentar a exploração da terra no Brasil.

Para o professor, os principais pontos de discórdia do novo Código Florestal são as Áreas de Preservação Permanente (APP”s) e a Reserva Legal.

Ele afirmou que o projeto incentiva o desmatamento e anistia os crimes ambientais.

“Serão 71 milhões de hectares que serão desmatados diretamente com aprovação deste projeto”, finalizou.

Em todas as explanações os ambientalistas evidenciaram a negatividade em relação às normativas da nova legislação, que deverá ser nefasta para o meio ambiente, e um verdadeiro retrocesso em relação às questões ambientais do país.

Ainda foram apresentados dois filmes sobre o tema: uma produção da instituição ‘SOS Florestas’, que apresentou as principais polêmicas do projeto; e outro sobre o movimento ‘Viva Floresta’, que pretende mudar através de ações populares alguns pontos do projeto, tornando-o mais favorável ao meio ambiente.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do Portal PB Agora