Tuma considera inadmissível circulação de videogames violentos

PTB Notícias 11/03/2009, 21:37


O senador Romeu Tuma (PTB-SP) disse nesta quarta-feira, 11/03, considerar “inadmissível” a circulação do jogo de computador RapeLay, que simula o estupro de mulheres.

Matéria sobre esse divertimento virtual foi publicada neste fim de semana pela revista Época.

Conforme a publicação, o jogo eletrônico está causando polêmica nos Estados Unidos, justamente porque o jogador deve estuprar mulheres no metrô – ganha pontos quem mais praticar o crime.

– No momento em que o Brasil luta para combater a pedofilia, em particular o Senado, onde funciona uma CPI criada para esse fim, não se pode admitir que crimes sexuais sejam banalizados em jogos que podem chegar às mãos de crianças e adolescentes e mesmo alimentar a fixação doentia de muitos adultos – protestou o parlamentar.

Produzido pela Ilusion – empresa japonesa especializada em fazer games pornográficos -, o “simulador de estupro” vem sendo comercializado naquele país desde 2006.

A partir do mês passado, o jogo chegou a vários outros mercados, por meio do site de vendas norte-americano Amazon.

Tuma disse considerar a descrição do jogo “estarrecedora”: “No jogo, você é um perturbador da ordem pública que, agora, longe da prisão, busca novas metas.

Você encontra uma mãe solteira e suas duas filhas e começa a caçá-las, uma a uma”.

De acordo com a matéria mencionada pelo senador, diante da repercussão negativa, os sites da Amazon e o de leilões eBay retiraram o produto de seus catálogos.

Tuma, entretanto, lamenta que cópias piratas possam ser baixadas na Internet.

O senador lembrou não ser esta a primeira vez que jogos de computador estimulam a prática de crimes.

Em 1997, o game Carmageddom causou revolta em todo o mundo.

Nele, o jogador participava de uma corrida em que quanto mais pessoas atropelasse com seu carro virtual, mais pontos ganhava.

As vítimas eram crianças, velhinhas, freiras e mulheres grávidas.

– Alerto os pais para que fiquem atentos aos jogos que são instalados nos computadores de casa – conclamou o parlamentar.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações da Agência Senado