Tuma diz não sairá da Corregedoria por conta de acusações

PTB Notícias 8/05/2009, 10:49


O senador Romeu Tuma (PTB-SP) disse que não vai sair da Corregedoria do Senado em razão das denúncias feitas pelo ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, de que ele teria se beneficiado de operações irregulares comandadas pelo então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia.

As denúncias foram publicadas pela revista Época desta semana.

Tuma disse estar pronto a prestar qualquer esclarecimento e agradeceu a vários senadores que lhe manifestaram o seu apoio.

O parlamentar garantiu que não vai interferir na atuação do Ministério Público, a quem o presidente do Senado, José Sarney, solicitou a designação de um procurador para apurar denúncias de irregularidades em contratos de empréstimo consignado a servidores da instituição.

– A apuração é correta, tem que se apurar.

Em tese, houve prática de crime.

Está sendo apurado – disse Tuma, referindo-se à denúncia de que Zoghbi teria criado empresas-laranjas para assessorar os bancos que atuam no Senado, tendo uma ex-babá como acionista majoritária.

Já em relação às denúncias feitas pelo ex-diretor de Recursos Humanos contra Agaciel Maia, senadores e organismos da Casa, Tuma reiterou: – É questão da 1ª Secretaria.

Não me dou por suspeito, não estou interferindo na investigação – afirmou.

Em aparte, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) considerou “grave e inaceitável” a criação de empresas-fantasmas para o recebimento de dinheiro dos bancos que atuavam na concessão dos empréstimos.

O senador também parabenizou a Mesa por pedir a participação do Ministério Público na apuração do episódio.

– Isso mostra que o Senado quer rigor na apuração.

O inquérito tem que ter o acompanhamento do MP para que haja transparência e rigor na apuração, com punição exemplar.

A presença do procurador indicado dá transparência ao processo – disse.

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) ressaltou a Mesa do Senado vem tomando as providências necessárias para a apuração das denúncias e que cabe ao Ministério Público não só investigar, mas também denunciar possíveis atos lesivos ao Erário.

Fonte: Agência Senado