Tuma fecha cerco a assessor do governo acusado de corromper senador

PTB Notícias 29/11/2007, 11:57


Em plena negociação sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a CPMF, em curso no Senado e com prazo exíguo, o Palácio do Planalto terá de enfrentar uma dor-de-cabeça paralela a partir de hoje.

O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), vai abrir inquérito para apurar a suspeita de liberação de emendas pelo governo a senadores em troca de apoio à CPMF – uma hipótese alardeada nos bastidores pela oposição que, até então sem provas, consumou-se na denúncia, anteontem, de que o subchefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais, Marcos Castro, estaria à frente da barganha.

– Ele teria visitado muitos gabinetes.

Quero que ele me diga quem são os senadores e o que tratou – disse ontem Tuma, no plenário.

Um dos visitados foi o senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), que foi o autor da denúncia em plena tribuna na terça-feira.

O caso, revelado pelo Informe JB, ganhou proporções às quais o Planalto não esperava rebater.

A Secretaria de Relações Institucionais, sob o comando agora de José Múcio Monteiro (PTB-PE), soltou nota afirmando ter havido um “erro de comunicação”.

Mesquita observou que não chegou a se encontrar pessoalmente com Castro, mas sabia de seus movimentos por assessores, e de suas pretensões.

Disse que vai repensar seu voto sobre a CPMF.

A decisão da investigação partiu do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC).

Ontem, Tuma recebeu as notas taquigráficas dos discursos de Mesquita, do líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM) – que cobrou apuração rigorosa – e dos senadores que defenderam Castro, entre eles os governistas Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Aloizio Mercadante (PT-SP).

A defesa dos senadores, aliás, foi prova, segundo Tuma, de que Castro andou batendo na porta de muitos colegas, o que exige mais explicações.

– A explicação do líder do PMDB (Valdir Raupp) para o caso é que Mesquita havia reclamado por não estar sendo atendido na liberação de emendas.

Então o senhor Castro teria entrado em contato.

Mas vou convidar a todos para explicações – complementou Tuma.

fonte: Jornal do Brasil