Valter Araújo, relator da CPI do Leite em Rondônia, ouve empresários

PTB Notícias 25/03/2009, 8:03


A CPI que investiga a cadeia produtiva do leite em Rondônia ouviu os empresários João Gonçalves Filho, Presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e David Marques jardim, Presidente da Associação dos Supermercados de Rondônia, Asmeron.

O presidente da CPI, Jesualdo Pires, o relator Valter Araújo (PTB-RO) e os membros Ribamar Araújo, Luis Claudio e Tiziu questionaram o empresário sobre a baixa remuneração ao produtor rural, que vende o leite a 45 centavos e o consumidor encontra o mesmo produto a R$ 1,70 nos supermercados.

Outro questionamento foi a ausência do leite pasteurizado, conhecido como leite de saquinho, que é mais barato e de melhor qualidade, nas gôndolas das empresas.

O relator da CPI, Deputado Valter Araújo (PTB) disse que a CPI vai cobrar explicações e tomar providências sobre a denúncia que a Comissão recebeu de produtores leiteiros da região de Nova Mamoré.

“Produtores localizados em linhas vicinais inteiras daquela região estão à mercê do representante da indústria Italac, Jacinto Gomes, que já comercializou uma linha por R$ 20 mil.

A denúncia está na Ata de reunião de criação do Conseleite”, disse ele.

Outra preocupação do relator é a definição do calendário de pagamento para os produtores.

“Não há como, quem produz a matéria-prima, receber 40 dias depois e ainda com o preço, na maioria das vezes, menor do que o que valia na época da entrega do produto ao laticínio”.

Valter Araújo também questionou as informações “truncadas”, quanto ao preço de comercialização do queijo em Rondônia e quando da exportação à praças, como as de São Paulo.

Na semana passada, o representante do Sindicato das Indústrias de Panificação (Sindpan) afirmou que para o comércio de Rondônia, o produto é oferecido por um preço maior do que para exportação.

O representante da Asmeron afirmou o contrário na reunião de hoje.

João Gonçalves Filho revelou que a margem de lucro do litro de leite UHT nos supermercados é pequena, citando que em média é comprado do lacticínio a R$ 1,38 e revendido a R$ 1,55.

Em relação ao queijo mussarela, o valor de compra é de R$ 7,50 e revendido a R$ 12,00.

“No caso do queijo há custos de refrigeração, embalagem e manipulação”.

Sobre a ausência do leite pasteurizado, João Gonçalves disse que o leite em saquinho tem validade de 48 horas e os consumidores acabaram por preferir o leite em caixinha por ter um prazo de validade muito maior.

O presidente da Associação do Comércio Varejista negou que os empresários comprem de atravessadores, e sim diretamente dos laticínios, e concordou que de fato o produtor está sendo mal remunerado pelo leite.

* Agência Trabalhista de Notícias com informação do Portal Tudo Rondônia