‘Vamos defender bandeiras que mudem a vida dos jovens’, afirma Graciela

PTB Notícias 17/09/2015, 12:34


Graciela Nienov assumiu a presidência nacional da Juventude do Partido Trabalhista Brasileiro recentemente.

Natural de Maravilha (SC), Graciela iniciou sua militância política no Rio Grande do Sul, onde foi presidente da JPTB da cidade de Alvorada e posteriormente do Estado.

Em terras gaúchas, ela foi a primeira mulher a liderar o movimento jovem do partido.

Três anos depois, a história se repete.

Desta vez, no entanto, em nível nacional.

Em entrevista à Agência Trabalhista de Notícias, Graciela Nienov fala sobre os objetivos da nova gestão da Juventude do PTB, os trabalhos a serem desenvolvidos, a crise política no Brasil e o sentimento de ser a primeira mulher a presidir nacionalmente a JPTB, que neste ano de 2015 completou 18 anos de fundação.

Agência Trabalhista de Notícias – Apesar de você ter assumido a Juventude do PTB há pouco tempo, você poderia explanar quais são as metas do seu mandato?Graciela Nienov – Além de organizar a JPTB em todos os estados, é chamar a atenção da juventude para esse novo tempo político.

Precisamos de alguma forma incentivar os jovens a participar das pautas que estão movendo nosso país.

Não podemos mais culpar os políticos, precisamos ser políticos.

Quando conseguirmos fazer com que os jovens entendam que a política do bem é feita por pessoas do bem, acredito que passaremos a despertar um interesse individual neles.

Acredito que nossa maior meta é fazer com que novas caras, novas ideias e projetos novos que visam a transformação da sociedade apareçam, que a dinâmica em que estamos vivendo traga a juventude para o processo e faça efetivamente participarem dessa transformação que nosso país necessita.

Queremos uma juventude protagonista desse dinamismo político que se transformou nossa nação.

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JPG” target=”_blank) Agência – A JPTB está presente em apenas alguns estados.

Haverá um trabalho de fortalecimento para que o movimento seja instituído em todo o país?Graciela – Esse trabalho já foi iniciado.

Existe um cronograma de atividades e prazos de organização.

Queremos uma Juventude que saiba como organizar, tanto política como administrativamente, criando metas para que sejam cumpridas.

O nosso propósito é fomentar os nossos jovens para que eles sejam lideranças políticas, pois são esses mesmos jovens que terão a responsabilidade de organizar e fortalecer essa nova geração do país.

Agência – Os brasileiros estão descrentes com a política, que hoje passa por uma grave crise.

Qual o papel dos jovens para mudar esse panorama?Graciela – Essa crise não é boa para o país.

No entanto, ela nos mostra que temos que sempre permanecer em alerta e jamais deixar de participar da política.

São poucos os jovens que compreendem que a política é um dos principais meios capazes de fazer as verdadeiras transformações que o nosso país precisa.

E hoje, mais do que nunca, precisamos que a juventude brasileira se engaje de fato nos principais temas discutidos no cenário político, não só nas redes sociais, mas também nas escolas, nas ruas e no Parlamento.

Acredito que Roberto Jefferson foi fundamental na construção da transparência na política brasileira.

A atitude dele fez com que os brasileiros e a imprensa passassem a fiscalizar e cobrar os políticos ainda mais.

No entanto, precisamos de mais.

É fato que etapas foram concluídas, mas o objetivo principal ainda precisa ser atingido.

Os brasileiros, sobretudo os jovens, devem enfrentar essa crise e, principalmente, alertar o povo das mentiras e desmandos daqueles que, infelizmente, não têm consciência de que o Estado foi feito para o homem, e o não o contrário.

Por isso é preciso que a juventude envolva-se ativamente na política, pois só a partir daí as reais mudanças acontecerão.

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JPG” target=”_blank) Agência – Como a Juventude irá agregar mais jovens ao PTB? A JPTB desenvolverá alguma campanha para isso?Graciela – Já estamos ouvindo nossos jovens por todo o Brasil.

A JPTB entende que para que possamos fazer uma pauta positiva precisamos ouvir a todos.

Esse projeto que estamos construindo é em cima do que nossa juventude necessita.

Porque não adianta falar bonito, colocar no papel políticas de juventude, como está no Estatuto, por exemplo, se na prática elas não acontecem.

A Juventude do PTB vai começar a fazer um trabalho para que isso aconteça.

Vamos defender bandeiras que mudem a vida dos jovens.

Nós queremos realmente buscar o jovem para fazer parte da política, que hoje está, sim, desgastada.

Os jovens não acreditam mais na política.

Por isso, nossa campanha principal é alertar a juventude da necessidade e importância que temos nessa nova política, que a transformação depende de cada um de nós, e só vamos voltar a ver esperança nos olhos dessa juventude cansada e desiludida quando tomarmos a frente, quando aceitarmos que essa luta é nossa e que o nosso país só passará a ser melhor quando ela decidir participar efetivamente desse processo.

Por ser o futuro da nação, a juventude tem que entender que ela também tem papel fundamental no desenvolvimento de seu município, de seu Estado e do país.

E a JPTB será o elo entre a juventude e seus anseios.

Agência – Você é de Santa Catarina, mas iniciou sua trajetória política militando no Rio Grande do Sul.

Quando começou sua história no PTB?Graciela – Em 2004, em Alvorada, quando me filiei ao partido.

Já no ano seguinte, fui eleita presidente municipal da JPTB, permanecendo no cargo por quatro anos.

De 2009 a 2012 fui presidente da JPTB gaúcha.

Nesse mesmo período, exerci o cargo de secretária-geral da Executiva Nacional.

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jpg” target=”_blank) Agência – Em 18 anos de fundação, você é a primeira mulher a assumir a Juventude do PTB em nível nacional.

Qual é o seu sentimento?Graciela – Sinto-me honrada.

O PTB deu um grande passo com a eleição da presidente Cristiane Brasil.

Ela vem trabalhando incansavelmente para que os espaços femininos dentro do partido sejam respeitados e para tornar as diferenças inexistentes, isso inclui a Juventude, que pela primeira vez em sua profícua história tem uma mulher à frente.

Acredito que após ter sido a primeira presidente estadual eleita, outros exemplos surgiram.

Em nível nacional, vem fortalecer a mulher jovem, encorajando-a para que esqueçam os preconceitos e concorram a cargos partidários e eletivos.

As mulheres têm muito a contribuir, pois hoje somos donas de casa, mães e pais de família.

Somos trabalhadoras.

As mulheres agregam todas as informações necessárias para que possamos fazer uma política que atinja a todos, pois vivem o dia a dia com a realidade de nosso país.

Agência Trabalhista de Notícias, por ELM e Felipe MenezesFotos: Felipe Menezes