“Vamos lançar, no mínimo, 50 candidatos a prefeito no Maranhão”, afirma Pedro Lucas Fernandes

Agência Trabalhista de Notícias 3/12/2019, 8:14


Imagem Crédito: João Ricardo/Liderança do PTB na Câmara

Em entrevista ao jornal O Imparcial, o presidente do PTB do Maranhão, Pedro Lucas Fernandes, falou sobre como o partido está se posicionando com relação à sucessão municipal nas eleições de 2020 tanto na capital maranhense quanto em outras cidades importantes da Região Metropolitana de São Luís, como Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Além disso, o líder do PTB na Câmara dos Deputados destacou o trabalho que vem sendo realizado com vistas às eleições de 2022. Confira abaixo a entrevista, publicada neste domingo (1º):

De que formar o PTB está se articulando para as eleições 2020?

O PTB, sem dúvidas, depois da saída de Pedro Fernandes, o qual ele deixou bem estruturado, teve uma nova oxigenação. Recentemente fizemos um encontro do partido, onde o presidente [nacional] Roberto Jefferson esteve presente, e nós decidimos que vamos lançar, no mínimo, 50 candidatos a prefeito em todo o Estado do Maranhão. São muitos os vereadores, muita gente querendo vir para o partido. Sabemos que a melhor política social é o trabalho e a gente bate muito nessa tecla. Então, o PTB está oxigenado. Eu tenho visitado muito a base em quase todos os municípios.

A legenda pretende sair como cabeça de chapa em 2020 em São Luís?

São Luís é um caso especial, até mesmo porque nós fomos o segundo mais votado dentro da ilha. Foram quase 33 mil votos. É considerável essa margem, que representa quase 7% do eleitorado de São Luís. Além disso, já temos um grupo de pré-candidatos a vereador, que acreditamos que vai alcançar a meta. A nossa intenção é triplicar ou quadruplicar esse número na Câmara Municipal de São Luís. E ser cabeça de chapa é uma constituição. A gente teve duas experiências com o deputado Pedro Fernandes. Naquele momento, ele saiu como candidato independente, e foi ruim. Não tivemos o êxito esperado. A política de São Luís é majoritária, é formação de grupo. Hoje temos um alinhamento muito próximo com o vereador Osmar Filho (PDT), que é pré-candidato a prefeito. Também tenho sido procurado por importantes interlocutores da política ludoviscense, como a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e o deputado Neto Evangelista (DEM). O importante é que a legenda saia bem maior do que entrou nessa eleição de 2020.

E como estão as articulações nos municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa?

O PTB está constituído bem em São José de Ribamar. Nós acreditamos na vitória do Eudes Sampaio, o atual prefeito, que está dando continuidade à gestão do ex-prefeito Luís Fernando, mas tendo a sua característica de técnico, de bom gestor. Em Paço do Lumiar, quem conduz a legenda é o vereador Inácio. Porém, Paço do Lumiar vive uma situação ainda de muitas incertezas pelo estado de saúde do prefeito Dutra. Então, somente mais à frente devemos tomar uma posição mais concreta. Mas o vereador Inácio, que está construindo o grupo, vive um bom momento legislativo, e trabalha muito pela cidade de Paço do Lumiar. Em Raposa, a prefeita Talita Laci (PCdoB) tem feito um bom trabalho, e o PTB tem tido uma boa relação com a sua gestão.

Apesar do foco ser as eleições de 2020, o partido também já está pensando em 2022. Na sua opinião, a liberdade do ex-presidente Lula vai ter algum tipo de influência aqui no Estado?

Claro que o Lula fazendo política influencia em qualquer região do país. Lula tem uma bagagem política muito grande, passou oito anos no mandato como presidente e fez muito pelo Nordeste. E ele influencia muito no debate político. Mas, na minha visão, os extremos estão muito acirrados. Está na hora de o Brasil ter o equilíbrio necessário para entender o que é importante para o país. Eu pergunto aos leitores de O Imparcial, desse grande jornal: será que nós precisamos desse extremismo nesse momento? Será que esse extremismo não foi importante até certa altura e que agora estamos precisando de um novo governo de centro, um governo equilibrado, ponderado? Eu vejo nesse nível.

Qual o projeto político do PTB para as eleições de 2022?

Espero primeiro que o suplente de senador Pedro Fernandes (PTB) esteja no exercício de mandato como senador. O partido cresceu principalmente na Região Tocantina com a presença do pastor Cavalcante, que está chegando agora. E na Região da Baixada com a deputada Mical Damasceno, que tem feito um bom trabalho. Isso abriu muito o leque do PTB. O partido está estruturado para buscar, em 2022, dois deputados federais e fazer parte de um governo, como eu tenho dito, plural, que sabe o que o cidadão quer. Esse é o PTB que põe o trabalho em primeiro lugar a melhor política social: o trabalho.

Com informações de O Imparcial