‘Venda de Neymar seria mais transparente com leilão público’, afirma Gim

PTB Notícias 27/01/2014, 19:42


O líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF), defendeu o projeto apresentado por ele que cria leilões públicos como forma de garantir mais transparência nas negociações de jogadores de futebol ( (http://www.

senado.

gov.

br/atividade/materia/detalhes.

asp?p_cod_mate=112542″ target=”_blank) PLS 157/2013).

O presidente do Barcelona, Sandro Rosell, renunciou ao cargo na quinta-feira (23/1/2014) sob a acusação de que o clube catalão teria contratado o atacante brasileiro Neymar por um valor maior do que o declarado oficialmente.

Segundo a imprensa espanhola, documentos em poder da Justiça revelam que o Barcelona teria pago 95 milhões de euros (aproximadamente R$ 300 milhões) para tirar o jogador do Santos, em maio do ano passado.

O clube catalão havia divulgado um valor de 57 milhões de euros (R$ 180 milhões).

A ideia do senador petebista é modificar a chamada Lei Pelé (Lei 9.

615/98) com a criação do “leilão do contrato especial de trabalho esportivo”, restrito a jogadores de futebol.

Haveria a publicação de edital e a divulgação dos lances feitos pelos clubes interessados.

“Dará muito mais transparência, e os interessados farão lances.

Tenho certeza de que o Neymar seria vendido por um valor que todos saberiam, com uma transparência gigantesca”, afirmou.

Regras do leilãoA proposta também prevê que o jogador poderia definir em edital as regras do leilão: lance mínimo, valor do salário e benefícios como casa e carro.

Também poderia estabelecer critérios para os clubes participantes, se brasileiros ou do exterior.

Para Gim, o leilão não serviria apenas para transações consideradas milionárias, como a que envolveu o atacante Neymar.

“Pensei também nos jogadores que atuam nos clubes de segunda e terceira divisões no país.

Os contratos poderiam ser ofertados a todos os clubes do mundo que compram jogadores”, disse.

O projeto que cria o leilão de jogadores de futebol está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda designação de relator.

A proposta também terá que passar pelas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Educação, Cultura e Esporte (CE) antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência SenadoFoto: Geraldo Magela/Agência Senado