Vera Castelo Branco preocupada com iniciativa de Serra contra Zona Franca

PTB Notícias 28/03/2007, 11:25


A deputada estadual Vera Lucia Castelo Branco, do PTB amazonense, destacou a decisão tomada pelo presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), José Nasser, em tentar junto a cúpula da CNI (Confederação Nacional das Industrias) receber o apoio da entidade sobre algumas medidas anunciadas pelo governador de São Paulo, José Serra.

Segundo a deputada, se forem mesmo concretizadas, as medidas do governador paulista ocasionarão prejuízos para o mercado da ZFM (Zona Franca de Manaus).

Como presidente da Comissão Estadual da Zona Franca de Manaus na Assembléia Legislativa do Amazonas, a deputada Vera Castelo Branco afirmou que o governo do Estado de São Paulo pretende aumentar alíquota do Imposto de ICMS (Circulação de Mercadorias e Serviços) de 12% para 18% dos produtos do Pólo Industrial de Manaus.

Na opinião da parlamentar petebista, caso esta sugestão do governador José Serra venha a ser aprovada, haverá um grande desgaste para as indústrias instaladas no PIM.

Ao se manifestar contrária quanto a esta pretensão do governo de São Paulo, a presidente da Comissão Estadual da ZFM, Vera Lucia Castelo Branco, comentou que está, desta forma, contestando o chefe do Executivo paulista.

“Sempre considerei o governador Serra um inimigo número 1 da Zona Franca de Manaus.

Não podemos ficar calados.

Precisamos neste momento contar com o apoio de todos os amazonenses e dos empresários que vieram de outros centros, onde instalaram suas indústrias na ZFM.

Vamos desta forma apoiar o presidente da Fieam nesta luta contra aquelas pessoas que tentam nos prejudicar”, desabafou a deputada amazonense.

Ao mesmo tempo, Vera Castelo Branco disse que o governador Eduardo Braga já está se mobilizando para tentar inviabilizar as pretensões do governo de São Paulo nesta luta.

Preocupada com esta situação que poderia trazer prejuízos para ZFM, a deputada do PTB alertou que Braga pediu um prazo de 30 dias para impedir e ao mesmo tempo obstruir este desejo de Serra.

Com isso, o governo do Estado teria o prazo até o dia 1º de maio próximo para impedir esta vontade dos empresários paulistas e do governo daquele Estado brasileiro.