Vera Lúcia Castelo Branco propõe mais incentivos para o Amazonas

PTB Notícias 10/07/2007, 10:45


Com a finalidade de apresentar ao governo do Estado sugestões que diminuam os impactos que o setor de componentes do Pólo Industrial de Manaus vem sofrendo, a deputada estadual Vera Lúcia Castelo Branco (PTB/AM) se reuniu com empresários, representantes da Secretaria de Planejamento), Sefaz (Secretaria da Fazenda), Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus) para discutir a sustentabilidade das indústrias de bens finais no PIM.

A iniciativa faz parte da missão de atender aos pedidos voltados para Comissão de Relações Comerciais da Zona Franca e do Mercosul, presidida pela parlamentar que está à disposição da sociedade em geral.

“Ao tomar conhecimento das dificuldades que empresários enfrentam, resolvi reunir e convocar em medida de urgência as partes interessadas para mediar alternativas positivas de mais incentivos ao segmento industrial”, destacou Vera.

Flávio Dutra, diretor-executivo das coordenadorias da Fieam, esteve presente e expressou a preocupação da entidade com relação à queda nos índices de participação da indústria de bens intermediários.

Sabe-se que qualquer indústria de bens finais quer ter seus fornecedores o mais próximo de sua planta fabril como forma de poder praticar o “just in time”.

“Parece-me que o governo do Estado do Amazonas ainda não se apercebeu ou não teve sensibilidade suficiente para entender que o benefício para a indústria de bens intermediários é uma forma de gerar empregos em escala significativamente maior e ao mesmo tempo atrair empresas produtoras de bens finais”.

Na avaliação de Wilson Périco, presidente do Sinaees, empresários do segmento de bens intermediários iniciam o segundo semestre de 2007 apreensivos por falta de posicionamento firme do governo frente à crise no PIM diante da pressão sofrida pelos demais Estados do país, principalmente de São Paulo.

“Temos buscado continuamente fornecedores alternativos de matéria-prima, visando reduzir preço: redução continuada de desperdícios e custos, melhoria contínua de processos produtivos, modernização das linhas de produção e perdas acentuadas de margens de lucro.

Mas tudo isso tem sido muito pouco diante da voracidade da China”, disse Périco.

Segundo o representante do sindicato, o governo estadual deveria conceder ao bem final percentual maior de crédito estímulo para compras de fabricantes de componentes do PIM, o que pode amenizar e dar algum fôlego para o segmento.

Além da revisão de PPBs (processos produtivos básicos) para alguns insumos, elevar para 100% o crédito estímulo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), isentar o bem intermediário de ICMS sem energia e isentar ou reduzir contribuições de UEA/ FTI/ EMPE.

Fonte: Jornal do Commercio