Vereador Leonardo de Oliveira luta para manter Santa Casa de Cuiabá

PTB Notícias 11/06/2015, 7:25


O vereador Leonardo de Oliveira (PTB) vai se encontrar com o prefeito de Cuiabá (MT), Mauro Mendes (PSB), para solucionar o impasse no pagamento de R$ 300 mil mensais à Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, valor que não é repassado há sete meses.

A unidade, com mais de 100 anos e referência no tratamento à população, tinha um acordo com a administração municipal para a criação de leitos de retaguarda.

O tema foi tratado pelo parlamentar, que usou a tribuna na sessão de terça-feira (9/6/2015), na Câmara Municipal.

“Sou líder do governo, mas antes de qualquer coisa sou um representante do povo, eleito pela população.

Não posso deixar de me manifestar e procurar garantir que este povo que tanto clama por atendimento consiga a atenção necessária.

Sigo o prefeito quando ele diz que quer uma base aliada, não alienada.

Tenho certeza que ele, sensível às mudanças na saúde, vai nos ouvir”, afirmou Leonardo.

O parlamentar articulou a criação de uma comissão de vereadores para uma reunião com Mendes e dirigentes da unidade.

“Alguém está escondendo esta situação do prefeito, tenho certeza.

Por que isso é fruto de um acordo entre a prefeitura e a Santa Casa e ele mantém aquilo com o que se compromete.

Acompanho esse caso desde o começo, quando a unidade entrou no programa, e vou até o fim para garantir a continuidade do atendimento e assegurar que a população está devidamente assistida.

“De acordo com o presidente da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Antônio D” Oliveira Gonçalves Preza, a instituição foi procurada, em 2013, pelo então secretário municipal de Saúde, Kamil Fares, para integrar o projeto Leitos de Retaguarda, do Ministério da Saúde.

A ideia, explicou Kamil, era a criação de novos leitos, que serviriam para acomodar pacientes que dessem entrada no Pronto-socorro Municipal e já estivessem com os agravos resolvidos, mas precisando de atendimento.

“Foi colocado por ele que teríamos 60 leitos, mas que teriam que ser novos, ainda não conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), que regularia o pagamento.

Entregamos 30 leitos em dezembro daquele ano e o restante seria entregue até março de 2014.

” Após a entrega da primeira etapa da obra, Kamil deixou a Secretaria de Saúde e, conforme Preza, os pacientes deixaram de ser encaminhados, gerando a suspensão nos repasses.

O diretor, então, procurou Mendes e destacou que a unidade não tinha condições de manter os novos leitos e que se veria obrigada a fechar as portas, caso o município não honrasse o compromisso firmado.

“Com a interferência dele foi feito um novo convênio, que seria pago com recursos do município até que a situação fosse resolvida junto ao ministério, que depois assumiria o custeio.

“Preza pontua que os repasses neste período foram feitos sempre com certo atraso.

O último repasse feito, referente ao mês de outubro de 2014, só foi realizado em fevereiro deste ano.

Nos últimos dias, a unidade foi notificada da suspensão do acordo.

“Ou seja, trabalhamos 12 meses e só recebemos seis.

O que gastamos com o investimento nestes leitos ainda não foi devolvido.

Precisamos de uma solução.

“A expectativa é que nos próximos dias a comissão, capitaneada por Leonardo de Oliveira, se reúna com o prefeito e a direção da unidade para solucionar o impasse.

“Tenho certeza que a prefeitura se sensibilizará com a situação e tratará a saúde como prioridade, retomando o convênio e garantindo o melhor para a nossa população.

“Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria da Câmara Municipal de Cuiabá (MT) Foto: Luiz Alves/Secom CâmaraCbá