Vereador petebista preside comissão para avaliar aeroporto de Congonhas

PTB Notícias 21/04/2007, 20:47


A Câmara Municipal de São Paulo instalou esta semana a Comissão Parlamentar de Estudos do Aeroporto de Congonhas para apurar a sobrecarga do tráfego aéreo local, os riscos da localização para a população do entorno, as conseqüências da poluição sonora e do ar e a situação dos controladores de vôo.

“Fizemos uma comissão parlamentar de estudo justamente para não cair na tentação de partidarizar ou politizar esse debate.

A discussão vai se concentrar no aeroporto de Congonhas, e os vereadores têm a obrigação de verificar o que está acontecendo”, disse o presidente da comissão, vereador Dr.

Farhat (PTB).

A comissão foi aprovada no final de março pela maioria dos vereadores.

O vice-presidente é Aurélio Nomura (PV) e o relator, Chico Macena (PT).

A comissão terá 60 dias para apresentar estudos e conclusões sobre o tema.

Para Farhat, o foco principal do debate deve ser a segurança.

“Porque os que vieram aqui – técnicos e pessoas ligadas a aviação – falaram que Congonhas está no limite de operação, isso é perigosíssimo.

Temos de ter uma margem grande de segurança.

Para isso, temos que diminuir a quantidade de pousos e decolagens”, afirmou.

O superintendente regional do Sudeste da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Edgard Brandão Junior, ressaltou a importância da discussão sobre o futuro do aeroporto.

“Congonhas transporta 78% dos executivos, dos profissionais liberais, dos comerciantes.

É o desenvolvimento do país que passa por lá.

É uma preocupação muito grande para nós também porque qualquer coisa que aconteça [no aeroporto] tem reflexo imediato [no país]”, esclareceu.

Segundo ele, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, pode ser uma solução rápida para desafogar Congonhas.

“Como técnico, acho que Viracopos é o futuro em questões de transporte aéreo.

Hoje Viracopos transporta 10% da importação do país”.

Farhat e Edgar também consideram necessária a participação de órgãos estaduais e federais na discussão para solucionar os problemas de Congonhas, já que existem fatores que somente a prefeitura e os vereadores não podem sanar.

Na avaliação deles, soluções de trânsito – como ampliação do metrô, a conclusão da obra do Rodoanel e a construção de novos aeroportos – também são necessárias para resolver a sobrecarga em Congonhas.

“Se apurarmos os problemas que afetaram e continuam a afetar o Aeroporto de Congonhas —onde só no ano passado foram registrados 228 mil vôos e um movimento de 17 milhões de passageiros— teremos um quadro do que está acontecendo nos aeroportos do resto do país”, afirma o petebista.

Representantes da Infraero, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), de sindicatos ligados à aviação, além de associações de bairros que ficam no entorno de Congonhas, estiveram presentes na instalação da comissão.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Agência Brasil e do jornal Última Instância)