Vereador Rony Alves quer abertura de Comissão de Inquérito da Educação

PTB Notícias 19/01/2012, 7:55


O vereador Rony Alves (PTB), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Londrina (PR), juntamente com os outros dois atuais membros Eloir Valença (PHS) e Tito Valle, deve pedir a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação, assim como havia prometido no final de 2011.

A requisição deve ser feita na primeira ou segunda sessão do legislativo em 2012, que retorna ao expediente em fevereiro.

Segundo Alves, durante o recesso, os membros da comissão já se reuniram para tratar do assunto.

Ele defende que a CEI deve tratar de três temas: a compra da coleção Vivenciando a Cultura Afro-Brasileira de Indígena, a aquisição dos kits de uniformes por carona e o contrato da merenda escolar.

Ambos os temas já foram alvos de investigação do Ministério Público.

“No caso dos livros, por exemplo, eu quero saber se houve irregularidades, se houve ressarcimento, devolução.

Se realmente os livros foram estragados pelas chuvas que caíram no ano passado, que causaram tantos transtornos na nossa cidade.

Também quero descobrir qual a porcentagem perdida na chuva e como está a negociação com a empresa da Bahia”, comentou.

Rony Alves e Eloir Valença chegaram a exigir uma vistoria no suposto local de armazenamento da coleção, onde a chuva de outubro de 2011 teria destruído 50% dos exemplares.

O vereador afirmou que a fiscalização deve ser feita somente dentro da CEI.

Todos os três tópicos que devem ser investigados, caso a CEI seja aprovada, são marcados pela crítica do Ministério Público, Câmera e imprensa.

No caso dos livros, o fato segue sem solução.

A prefeitura pediu o ressarcimento dos R$ 621 mil gastos à Editora Ética e aguardava a resposta da empresa até o início de 2012.

A companhia fornecedora da merenda escolar, a Geraldo J.

Coan & Cia Ltda.

é acusada de participação em um cartel.

O Ministério Público já recomendou o rompimento do contrato em setembro de 2011, mas o município manteve a parceria.

Somente com o final do prazo de contratação, que vence no dia 27 de janeiro, a prefeitura se manifestou pela abertura de uma nova licitaão.

No caso dos uniformes, segundo o vereador, ainda há crianças que não ganharam os kits, após um ano da entrega dos primeiros itens.

“Eu avalio essa demora e essa falta de respostas de uma forma bem negativa.

Alguma coisa está acontecendo porque a equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação não está sendo utilizada.

Na compra dos livros didáticos, se tivesse colocado o processo em análise na mão de uma professora, como a Fátima Beraldo – atual gestora de Promoção da Igualdade Racial – os R$ 621 mil não teriam sido gastos na compra daquele material.

Nós temos uma equipe competente, mas é preciso usá-la e dar condições de trabalho a ela”, criticou.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal O Diário