Vereadores do PTB de São Caetano querem assumir presidência municipal

PTB Notícias 16/12/2013, 6:33


Os dois vereadores do PTB de São Caetano (SP), Gérsio Sartori e Flávio Rstom, retomaram a antiga reivindicação de que o comando municipal do partido deve ficar na mão de um dos parlamentares.

A dupla disse que pretende se reunir com o deputado estadual e mandatário paulista da sigla, Campos Machado, para propor a mudança.

Oficialmente, o partido está com o posto de presidente vago.

“Vamos ter uma conversa com Campos para ver como vai ficar a situação do partido.

Se a presidência ficar com um dos vereadores, eu apoio o Flávio Rstom”, antecipou Gérsio.

Apesar da inclinação, os petebistas ainda mantêm cautela sobre o tema e também devem conversar com o ex-prefeito José Auricchio Júnior (PTB-atual secretário estadual de Esportes) para tentar o aval.

Altevir Anhê, assessor de gabinete nas gestões petebistas, filiado desde 1987 e que estava na presidência desde janeiro, entregou carta de desfiliação semana passada.

“Pedi desfiliação por motivos pessoais.

Preciso resolver algumas coisas na minha vida que demandam tempo e dedicação integral.

Vou dar uma espairecida da política.

Deixo muitos amigos petebistas.

Fiz minha parte, dei minha parcela de contribuição.

Agora é a vez de outros trabalharem pelo crescimento do PTB.

Não vou me filiar a outra legenda, como alguns têm sugerido por aí”, afirmou o ex-mandatário.

Assim, o partido está com o posto de presidente vago.

Na última vez em que o assunto veio à tona, o debate culminou na saída dos vereadores Jorge Salgado e Paulo Bottura das fileiras petebistas para o recém-criado Pros.

No dia 27 de setembro, a cúpula municipal se reuniu com Anhê e Auricchio para cobrar oxigenação no partido e que um dos parlamentares tomasse a frente do projeto.

O ex-presidente conseguiu manter a metade da bancada no partido.

“Nós ficamos porque não somos candidatos a deputado, então está tudo bem”, disse Gérsio, em alusão à legenda oferecida pelo Pros para Salgado tentar cadeira na Câmara federal no ano que vem.

“Está tudo bem, não somos candidatos.

Podemos ficar no PTB”, completou Rstom.

Gérsio também defendeu que as mudanças podem ser positivas.

“Não tem mais como o partido eleger quatro vereadores, está muito dividido.

Na próxima eleição vamos fazer no máximo três cadeiras.

Eles (Bottura e Salgado) vão se eleger por outro partido, não tem jeito”, analisou.

O petebista também negou que a saída dos ex-correligionários tenha tido pressão do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB), adversário político de Auricchio.

“O Paulo Pinheiro não age assim.

Nós conversamos com ele sobre isso e ele nos disse que a decisão da nossa permanência na sigla foi acertada”, disse Gérsio.

Apesar da figura antagônica que Auricchio representa à gestão de Pinheiro frente ao Palácio da Cerâmica, os dois vereadores do PTB estão posicionados na bancada de sustentação.

“Nós já conversamos com o Campos Machado e ele disse que era para nós ajudarmos o Paulo Pinheiro, não tem problema nessa situação”, afirmou Rstom.

* Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal Diário do Grande ABC