Violência contra menores é tema de Audiência proposta por Valter Araújo

PTB Notícias 22/05/2009, 8:06


“Não temos sido mãe gentil com os filhos desta terra”.

Após citar este trecho do Hino Nacional brasileiro, o advogado de direitos humanos Renato Roseno de Oliveira informou, na audiência pública sobre pedofilia que a Assembléia Legislativa de Rondônia realizou na última terça-feira (19), aqui, que o Brasil é o 4º país do mundo assassinatos de crianças, adolescentes e jovens.

A Audiência foi proposta pelo deputado Valter Araújo (PTB).

“Cinqüenta jovens entre 15 e 20 anos são assassinados por dia no Brasil”, disse o advogado Roseno, que exerce o cargo assessor e coordenador de projetos da Associação Nacional dos Centros de Defesa de Crianças e de Adolescentes em Fortaleza, Estado do Ceará.

“Todos devemos nos sentir ativistas contra a epidemia de violência contra crianças e adolescentes que está ocorrendo no Brasil”, na conferência que realizou durante a audiência pública, para uma platéia formada principalmente por professores, psicólogos e assistentes sociais, líderes comunitários e de jovens, vereadores, presidentes de Câmaras e prefeitos de o Estado de Rondônia.

Ele disse que é falso pensar de que existe uma unanimidade no Brasil sobre a defesa das crianças e adolescentes e que “a história da infância no Brasil é uma vergonha para os brasileiros.

“Roseno se referia ao período do Brasil Colônia em que os colonos e seus filhos violentavam mulheres e jovens os negros seqüestrados da África e escravizados no país e disse que somente após a Lei do Ventre – promulgada já no tempo do Brasil Império – em que não eram mais considerados escravos os bebês nascidos escravas –mas, ao longo do século 19, “as crianças pobres continuavam vistas apenas como um objeto que precisava ser disciplinado.

“”A palavra menor era símbolo não de faixa etária, mas de exclusão social”.

“Eram menores em pobreza e herdamos (esse critério) durante todo o século 20” – disse o conferencista, acrescentando que é recente a legislação que hoje reconhece os direitos humanos dessa parcela da população como o Estatuto da Criança e do Adolescente.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações da Assembléia Legislativa de Rondônia