Votação da reforma política na Câmara é adiada por falta de consenso

PTB Notícias 14/06/2007, 8:16


O Plenário da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira, 13, transferir para a próxima semana a discussão do Projeto de Lei 1210/07, que trata da reforma política.

A votação do primeiro item da reforma, a lista preordenada de candidatos, está marcada para a próxima terça-feira (19).

Inicialmente, havia sido acertado que esse ponto seria votado nesta quarta, mas não houve consenso.

Assim, será possível continuar os debates em torno da matéria, que tomaram todo o dia, em três sessões extraordinárias.

Na segunda delas, os deputados rejeitaram, por 245 votos a 194 e 4 abstenções, o requerimento de diversos líderes para o encerramento da discussão.

Ao final da última sessão, foi aprovado requerimento para retirada da proposta de pauta.

Até as 20 horas desta quarta, o projeto havia recebido 244 emendas.

O texto também propõe a adoção do financiamento público de campanhas, a mudança nas regras da cláusula de barreira e a criação de federações partidárias.

Os deputados discursaram em Plenário desde as 9 horas da manhã, quando começou a primeira sessão extraordinária para debater o tema.

Já nessa primeira sessão, os deputados contrários a alguns pontos da reforma, principalmente às listas preordenadas, tentaram adiar o exame do projeto.

Em uma primeira votação nominal pela manhã, o Plenário rejeitou a suspensão da decisão do 1º vice-presidente da Mesa Diretora, deputado Narcio Rodrigues (PSDB-MG), de não acatar requerimento de adiamento da discussão.

Rodrigues negou questão de ordem do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que pedia a aceitação do requerimento, sob o argumento de que a discussão ainda não havia sido iniciada.

Como o deputado conseguiu apoio de um terço dos presentes, o pedido de efeito suspensivo foi a voto e derrotado por 244 votos contrários com 99 favoráveis e 10 abstenções.

Acordo Depois da rejeição do encerramento da discussão, Chinaglia reconheceu que houve problemas no cumprimento do acordo de procedimentos definido pelos líderes partidários com a Mesa.

Para tentar começar a votação ainda nesta quarta-feira, Chinaglia decidiu seguir o Regimento Interno a partir da continuidade da discussão.

Com isso, quando o debate for retomado na próxima semana, não haverá mais a concessão de dez minutos para que o líder de cada partido, independentemente do tamanho da bancada, fale por sua legenda antes da votação.

fonte: Agência Câmara