Wilson Filho: ministro garante que satélite geoestacionário não será privatizado

PTB Notícias 11/05/2017, 9:43


Imagem Crédito: João Ricardo/Liderança do PTB na Câmara

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1494617664302{margin-bottom: 0px !important;}”]Em audiência pública solicitada pelo presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, deputado Wilson Filho (PTB-PB), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, declarou, na quarta-feira (10), que não vai haver privatização do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

“O que saiu publicado na imprensa foram críticas levianas, críticas de quem não conhece como será sua operação. Estou muito tranquilo com relação a isso”, afirmou o ministro.

Wilson Filho considerou importantes as informações fornecidas por Gilberto Kassab. O parlamentar destacou que muitos deputados não tinham acesso às informações sobre a abrangência do uso do satélite.

“Por exemplo, na área de segurança, o SGDC vai fazer um papel complementar de polícia nas fronteiras, para evitar que as drogas e o contrabando avancem para o Brasil. Isso é muito importante para que os índices alarmantes na segurança pública – que hoje são um dos maiores problemas do nosso país – possam ser melhorados”, afirmou.

Na opinião do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), que também participou da audiência, o melhor uso do SGDC será na área da educação.

“Ele vai levar a banda larga de internet para todas as nossas escolas com investimentos mínimos, como a instalação de pequenas antenas. Com isso, poderemos, por meio de emendas ao Orçamento da União ou do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ajudar estados e municípios a fazerem esses investimentos”, ressaltou.

Alto custo

Ao citar informações divulgadas pela imprensa, Pedro Fernandes questionou Gilberto Kassab sobre o custo do satélite. Conforme publicado na mídia, o satélite brasileiro seria o mais caro do mundo. Contratado em 2013 pelo governo Dilma por R$ 2,8 bilhões, seria semelhante a outros bem mais baratos.

Como o ministro não respondeu ao questionamento, porque não pôde ficar até o final da audiência, deverá enviar essas informações à Comissão de Fiscalização posteriormente.

Parceria

O SGDC, lançado ao espaço em 4 de maio, é o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar e recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos em uma parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério da Defesa.

Adquirido pela Telebras, tem uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas –, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas.

Lançamento

O lançamento do foguete que levou o satélite ao espaço ocorreu no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. O satélite, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, vai ficar posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.

O equipamento será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]