Wilson Santiago afirma que apoia posse de armas para quem mora em propriedades rurais

Agência Trabalhista de Notícias 18/06/2019, 9:34


Imagem Crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O deputado Wilson Santiago (PTB-PB) classificou como positiva a posse de armas para pessoas que moram no campo, enquanto que, para os cidadãos em geral, declarou ser necessário manter um “controle mais duro” da possibilidade de adquirirem armamentos.

O parlamentar integra a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, que receberá, nesta terça-feira (18), o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para falar sobre o decreto que flexibiliza o porte de armas.

“Entendo que a posse de arma, para quem mora no campo e quem reside na sua propriedade, deve existir. É uma forma de dar segurança ao proprietário e ao trabalhador rural, em decorrência da insegurança que existe, do conhecimento de todos, em toda a zona rural deste país”, avalia Wilson.

Por outro lado, na opinião do deputado, a utilização de armas pela população em geral “contribui” para aumentar a violência. “Por que contribui? Porque muita gente passa a usar a arma sem a autorização legal, e também de forma até indevida e desnecessária. E o cidadão, quando porta uma arma, automaticamente, passa a se sentir mais corajoso. Isso é natural da própria natureza humana”, pondera.

Polêmica

Wilson Santiago lembra que, desde o começo, o decreto sobre o porte de armas assinado pelo presidente Jair Bolsonaro tem gerado bastante polêmica e repercussão. Por isso, segundo o parlamentar, é importante discutir e debater todos os pontos do texto, para definir, da melhor forma, quem deve e quem não deve ter o porte de armas.

“Existe, no próprio decreto, alguns artigos que entendemos serem exagerados. Por exemplo, aquela questão do uso do fuzil. Tanto é verdade que o próprio governo já desconsiderou esse ponto. Sobre outros aspectos, as opiniões são divididas por integrantes da comissão e pela própria sociedade”, diz.

A possibilidade de civis comprarem fuzis, prevista no primeiro decreto (9.785/19), foi muito criticada, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), o que levou Bolsonaro editar novo decreto (9.797/19) vetando essa parte.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados