Zambiasi sugere painel sobre regulamentação dos meios de comunicação

PTB Notícias 19/10/2009, 18:36


Por sugestão do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), a Comissão de Assuntos Internacionais, Interregionais e de Planejamento Estratégico do Parlamento do Mercosul decidiu propor à Mesa Diretora a realização de um painel sobre a liberdade de imprensa e sobre a regulamentação dos meios de comunicação nos diferentes países da América do Sul.

A ideia surgiu a partir da análise de três propostas que estavam na pauta da comissão – reunida nesta segunda-feira (19/10) em Montevidéo, no Uruguai – no sentido de que o Parlasul manifestasse sua preocupação com a falta de liberdade de expressão na Venezuela.

Zambiasi disse defender a liberdade plena de expressão e de informação, assinalando que o poder excessivo do Estado nessa área “é uma forma de anti-democracia”.

Ele reconheceu, no entanto, que as empresas do setor de comunicação devem ter regras.

O senador referiu-se à recente lei de mídia na Argentina e disse que se absteria de votar nas propostas porque elas eram “canalizadas para a Venezuela” e não trabalhavam “com a visão mercosulina ou sul-americana”.

Em seguida, sugeriu a realização do painel para que os parlamentares tivessem informações mais adequadas sobre a situação da liberdade de imprensa em cada país.

A comissão aceitou a ideia e as propostas sobre a Venezuela foram retiradas de pauta.

Na mesma reunião, a comissão aprovou declaração condenando a política militarista e armamentista nuclear da Coreia do Norte e de qualquer iniciativa no mesmo sentido tomada por outros países.

Aprovou ainda declaração condenando a nomeação, para o cargo de ministro da Defesa do Irã, de Ahmad Vahidi, “funcionário com pedido de captura internacional por ser suspeito de ter participado do atentado terrorista cometido em 1994 contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia)”.

No mesmo documento, o Parlasul repudia declarações atribuídas ao presidente do Irã, Mahamoud Ahmadinejad, de “continuar com os esforços para destruir o Estado israelense”.

Agência Trabalhista de Notícias (com Agência Senado)